Olá Galera do +Esporte.
Estamos já em meados do mês de março e só agora, um mês depois do fim dos Jogos Olímpicos de Inverno, é que venho até vocês para falar sobre os Jogos.
Quem me acompanha sabe que eu fiz um especial sobre as Olimpíadas, o "Sochi 2014 - Uma viagem ao maravilhoso mundo das Olimpíadas de Inverno" e tinha planejado algo muito especial para esse evento.
A minha intenção era postar para vocês as minhas narrações dos Jogos com, no máximo, um atraso de dois dias em relação a data real do acontecido. Porém, encontrei alguns problemas técnicos.
O primeiro foi o site para hospedar o vídeo. Eu costumo hospedar no VK, mas o mesmo bloqueou os primeiros vídeos que coloquei por conta dos direitos autorais. Mas, depois de um tempo, consegui burlar isso.
O segundo problema foi no meu notebook, que começou a dar um problema estranho de incompatibilidade de drivers do audio e meu microfone headset usb travava ele.
O terceiro problema foi para editar. Por fazer algumas narrações em um computador com potencial menor, alguns vídeo precisaram de dias para editar, pois o áudio ficou dessincronizado em alguns deles.
Mas, enfim, tudo ficou pronto. Sobre a experiência de fazer esse projeto, foi muito interessante, pois nunca tinha narrado esportes de inverno e poder narrar todas as modalidades foi show. É um conhecimento a mais que você aprende e para quem quer ser narrador profissional, como eu, é muito válido.
Eu cometi alguns errinhos, como, na hora da prova do Biatlo, não destaquei um atleta da Noruega como o melhor da história das olimpíada. Eu sei que é um erro que não posso cometer. Por isso que faço esses treinos para melhorar.
A seguir seguem os vídeos, desde a cerimônia de abertura, até a de encerramento. São ao todo 24 vídeos. Espero que gostem.
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Sochi 2014 - Uma viagem ao maravilhoso mundo das Olimpíadas de Inverno
Olá galera do +Esporte!
2014 está começando e além da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014, um dos grandes eventos do ano serão os Jogos Olímpicos de Inverno Sochi 2014.
Pouco difundidos no Brasil, os esportes de inverno atraíram grande audiência há quatro ano, em Vancouver. Como apaixonado por todos os esportes que sou, não poderia ficar de fora e resolvi preparar um especial sobre as Olimpíadas.
Diferente de outros especiais, em que fiz revistas-digitais, desta vez fiz algo inédito para o +Esporte e preparei uma série de vídeos. Ao todo são 14 episódios que falam de quase tudo dos Jogos de Inverno. Da primeira edição em Chamonix 2014 até a atual, em Sochi, contamos um pouco da história do evento, de como está sendo a preparação da cidade russa, apresentamos as modalidades e da participação brasileira nas Olimpíadas.
Espero que vocês curtam esse especial e não deixem de ficarem ligados aqui, pois em 2014 trarei muitas novidades e coisas boas por aqui.
Post Urgente: A queda do ministro dos esportes
Segundo acabei de ouvir na rádio Estadão-ESPN, nas próximas horas o ministro dos esportes Orlando Silva (PCdoB) deve entregar sua carta demissão à presidente Dilma Roussef.
Até aí tudo bem, todo mundo sabe o que está acontecendo e todas as denúncias feitas. O que eu quero comentar e até em caráter de urgência é a tal ideia de que “pelo bem da Copa 2014” e “para agradar a FIFA” é melhor ele sair.
Pelo que me consta, ele é o ministro do esporte e não o ministro do futebol. Então acho que não tem nada a ver essa ideia de relacionar a saída dele com questões da Copa.
Para mim, este escândalo afeta mais a organização das Olimpíadas (coisa que não estão nem mencionando) do que qualquer outra coisa. Por quê? Porque o desvio de verbas afeta o desenvolvimento do esporte no pais. O dinheiro que poderia ser aplicado para desenvolver centros para a prática de ciclismo de competição (que não trouxe medalhas de Guadalajara), por exemplo, está indo indevidamente à alguém. E como eu acredito que o Esporte é a principal ferramenta de inclusão social, quem perde com isso também é a sociedade.
Quanto a Copa 2014, a FIFA e a CBF estão se linchando para quem vai ser o novo ministro, já que os recurso do ministério não vão para eles e eles não tem que dar satisfação nenhuma ao ministro.
Espero que acabe essa palhaçada de dar o ministério ao partido e o partido colocar seu pau mandado para poder roubar. Nunca me simpatizei com o fato desse cara ser o ministro, pois nunca esteve ligado ao esporte e se bobear, nunca praticou uma modalidade sequer. Temos tantos caras aí com capacidade para isso, que gerem atualmente clubes ou entidades, sendo ex-atletas ou não, e até políticos com perfil para a pasta melhor do que o atual, como Aldo Rebelo (cotado para assumir).
E quem assumir, que se preocupe com o Rio 2016 e o futuro do esporte brasileiro. Esqueça a Copa. O governo já deu muita “boiada” ao fornecer empréstimos e construir estádios com dinheiro do povo. Agora que a FIFA e a CBF se virem para fazer a Copa e o governo para investir e incentivar a pratica de atletismo, natação, ciclismo, handebol, pólo aquático, levantamento de peso, luta olímpica, ginástica e outros esportes de alto rendimento por jovens e crianças pelo país.
CBF e sua relação com o Pan e as Olímpiadas: Tanto faz
Já faz um tempo que eu não escrevo algo descente sobre o futebol. Os motivos principais são dois: os Jogos Panamericanos e a falta de tesão que os jogos estão provocando em mim. Sinceramente não lembro quando foi o último bom jogo que assisti. Eu acho que foi Corinthians x Botafogo há 3 semanas atrás.
Então, aproveitando a deixa, vou abordar esses dois pontos. Mais especificamente a falta de tesão do futebol masculino nos Jogos Panamericanos de Guadalajara. Quero falar só do masculino, pois sei que o feminino leva a sério os Jogos, e só não está indo bem porque o técnico Kleiton Lima insiste em jogar com um esquema inadequado e colocar as jogadoras fora da sua posição original.
Vamos lá. Ontem comecei a refletir sobre uma coisa que o Romário postou no Twitter:
![]() |
| Medalha de Bronze em 2008: tanto faz como tanto fez |
"O time realmente não jogou, nem perto do q poderia jogar mas poderiamos ter vindo com um time d mais qualidade."
"É uma pena que ainda nos dias de hoje, existam essas babaquices por parte de uma entidade como a CBF. Só pode ser sacanagem. E o pior ninguém toma uma decisão pra resolver essa vergonha."
Vamos lá. A situação é a seguinte: Que a CBF tem boas relações com a Globo é evidente. Só não vejo esse ponto que a CBF mandou um time B do Sub-20 por causa da Record e do Romário. Desde que me conheço como entendedor do Futebol, vejo que a CBF, seguindo a ideologia da FIFA, nunca deu bola para o Pan e para as Olimpíadas.
Curiosamente, esse mito de "Olimpíadas, o único titulo que falta para o Brasil" surgiu a partir da Globo, através dos bordões do Galvão Bueno, logo após a Copa de 94. Desde então, essa obsessão toma conta da cabeça do Ricardo Teixeira. Porém, como sabemos, a Globo que deu origem a tal ideia pode ficar no momento que esse objetivo for alcançado, em Londres, o que seria um golpe baixíssimo para ela.
Ainda partindo do que o Romário escreveu, e observando tal situação acima, começo a achar que em Londres não virá o ouro. Por mais que o Sportv transmita os Jogos de Londres, não será a mesma coisa ouvir Luiz Carlos Júnior narrando a medalha do que se ela fosse na voz de Galvão Bueno.
É notável que a preparação que vem sendo feita é totalmente errada e diferente das que foram feitas anteriormente. Mano não faz questão ainda, há menos de 1 ano, de começar a definir os 18 que para lá vão.
Como em 2016 a Globo ganhou a concorrência e vai transmitir os Jogos que serão no Brasil, tenho certeza que Galvão repensará sua aposentadoria marcada para 2014 (conforme ele mesmo disse na final da Copa 2010) e estará no Rio e tanto CBF quanto Globo vão atrás dessa tão desejada medalha de ouro, atendendo assim ao grande desejo cultivado desde 1994 pela emissora carioca.
E depois disso, pode ter certeza: O Brasil nunca mais vai jogar uma Olimpíada com a gana que entrou em Atlanta, Sydney e Pequim. Os jogos se tornaram uma espécie de Pan, com a ida de times Sub-23 categoria C.
Então, caro Romário: por mais que você pense que a toda poderosa esteja de birra com você e a Record, a verdade é que a CBF nunca deu e nunca dará bola para o Pan, competição onde não podem exibir seus patrocínios, seu logo e que precisam andar utilizando o uniforme do COB com o logo da concorrente; muito diferente do que acontecerá no amistoso contra Gabão, onde tudo o que não pode no Pan, a CBF vai poder fazer. E com as Olimpíadas vai acontecer o mesmo assim que a medalha de ouro for conquistada e essa obsessão acabar.
A desvalorização do esporte brasileiro
Quem acompanha meu blog sabe o quanto eu critico a gestão do esporte brasileiro, que permite, entre tantos outros absurdos, a desvalorização do esporte brasileiro.
Eu já citei os exemplos que ocorrem no vôlei e no futebol, mas agora cito um exemplo do basquete e que serve para outros esportes também. Falo do esporte universitário.
Hoje a tarde, zapeando os canais vi o Bandsports transmitindo uma partida de NCAA (o basquete universitário dos EUA). E aí vai a reflexão: Porque ao invés de mostar os esportes universitários dos outros, não mostramos o nosso? Ah, é a vergonha pois além de um ensino deficitário, as Universidades brasileiras não incentivam a prática de esportes por seus acadêmicos. E quando participam é sendo patrocinadores de times.
Então já que não temos esporte universitário, poderiamos mostrar o profissional mesmo, só que aqui do Brasil. Mas nada de atletismo, natação, handebol, boxe olímpico, levantamento de peso, vela etc... O esporte brasileiro sempre fica a margem do estrangeiro.
Claro que entra em conta o fato de quase todas as modalidades do esporte brasileiro estarem nas mãos das Organizações Globo. Sim. Mas o próprio canal a cabo de esportes da emisora não valoriza o esporte nacional. Mostra na maioria de sua programação futebol, deixando para lá outras modalidades e maioria desses jogos, às vezes, nem tem times brasileiros ou interessa aos brasileiros. São poucos os programas sobre as modalidades olímpicas (quase zero) e quando os eventos são transmitidos, a divulgação é mínima. Vejam o estardalhaço que estão fazendo com esse torneio do Futebol de Areia. Milhares de chamadas já entraram na programação. Agora se é para anunciar um jogo de basquete, como aconteceu com o jogo das estrelas da NBB, ou de vôlei, como acontece sempre, os anúncios são zero.
E isso gera essa bola de neve. O canal que tem os eventos do Brasil faz pouco caso deles. Os outros canais, sem alternativas, mostram e valorizam o esporte dos gringos. E quem se ferra nisso tudo? Isso mesmo, o esporte brasileiro.
Depois todos, ainda tem a cara de pau de cobrar porque fomos mau em uma competição de ginástica, porque o boxe brasileiro não ganha medalhas em olímpiadas há maius de 50 anos e etc.
O Brasil precisa mudar urgentemente sua mentalidade esportiva e começar desde baixo, pois é na escola que nasce a paixão pelo esporte que vai até o dia de nossas mortes.
Eu já citei os exemplos que ocorrem no vôlei e no futebol, mas agora cito um exemplo do basquete e que serve para outros esportes também. Falo do esporte universitário.
Hoje a tarde, zapeando os canais vi o Bandsports transmitindo uma partida de NCAA (o basquete universitário dos EUA). E aí vai a reflexão: Porque ao invés de mostar os esportes universitários dos outros, não mostramos o nosso? Ah, é a vergonha pois além de um ensino deficitário, as Universidades brasileiras não incentivam a prática de esportes por seus acadêmicos. E quando participam é sendo patrocinadores de times.
Então já que não temos esporte universitário, poderiamos mostrar o profissional mesmo, só que aqui do Brasil. Mas nada de atletismo, natação, handebol, boxe olímpico, levantamento de peso, vela etc... O esporte brasileiro sempre fica a margem do estrangeiro.
Claro que entra em conta o fato de quase todas as modalidades do esporte brasileiro estarem nas mãos das Organizações Globo. Sim. Mas o próprio canal a cabo de esportes da emisora não valoriza o esporte nacional. Mostra na maioria de sua programação futebol, deixando para lá outras modalidades e maioria desses jogos, às vezes, nem tem times brasileiros ou interessa aos brasileiros. São poucos os programas sobre as modalidades olímpicas (quase zero) e quando os eventos são transmitidos, a divulgação é mínima. Vejam o estardalhaço que estão fazendo com esse torneio do Futebol de Areia. Milhares de chamadas já entraram na programação. Agora se é para anunciar um jogo de basquete, como aconteceu com o jogo das estrelas da NBB, ou de vôlei, como acontece sempre, os anúncios são zero.
E isso gera essa bola de neve. O canal que tem os eventos do Brasil faz pouco caso deles. Os outros canais, sem alternativas, mostram e valorizam o esporte dos gringos. E quem se ferra nisso tudo? Isso mesmo, o esporte brasileiro.
Depois todos, ainda tem a cara de pau de cobrar porque fomos mau em uma competição de ginástica, porque o boxe brasileiro não ganha medalhas em olímpiadas há maius de 50 anos e etc.
O Brasil precisa mudar urgentemente sua mentalidade esportiva e começar desde baixo, pois é na escola que nasce a paixão pelo esporte que vai até o dia de nossas mortes.
Quem manda no esporte?
Nos últimos dias, devido aos protestos da população do Bahrein, tem se cogitado a não realização da primeira etapa do mundial de Fórmula 1 naquele país, marcado para 13 de Março. O principal argumento é que o estado barenita não teria condições de garantir a segurança dos profissionais das equipes, dos jornalistas e dos espectadores. Porém, quem pode decidir essa questão resolveu passar a batata-quente para outro, já que o dono da F1, Bernie Ecclestone, deixou essa decisão para nada mais nada menos que o Princípe do Bahrein. É claro que o princípe vai confirmar a realização, até porque a Fórmula 1 seria uma forma de mostrar ao mundo que apesar dos prostestos, o país garante a segurança de qualquer um. E Bernie, claro, sabendo disso, evita cancelar um GP e ter alguns milhões de prejuízo.
A partir desse fato, é que levanto a questão: Quem realmente manda no esporte? Sabemos que as coisas mudaram e hoje ninguém mais usa aquele lema de "o importante é competir". O lema atual é "o importante é ser o melhor, o maior, o mais poderoso" e coisas do tipo. Há muito tempo, por exemplo, a Fórmula 1 deixou de ser aquela categoria que contagiava a todos pela competitividade de seus carros e pilotos, além de possuir circuitos em que cada curva era um desafio para os pilotos. Hoje, quem tem dinheiro leva a melhor. São poucos os pilotos que estão lá por méritos. A maioria tem um patrocínio que comprou para ele uma vaga. Os circuitos cada vez mais estão em lugares mais distantes e sem tradição no automobilismo. As pistas cada vez mais apresentam menos dificuldades para carros e pilotos. Shakhir, Shanghai, Sepang, Cingapura, Abu Dhabi, Coréia do Sul e outros, por mais modernos que sejam, proporcionam corridas chatas e tiraram da categoria autódromos e países tradicionais como Jerez, Estoril, França, Ímola, México e os maravilhosos circuitos de rua dos EUA ( Detroit, Phoenix e Long Beach). E não para por aí não, novos oásis estão por vir (Rússia, Índia e o circuito de Austin (EUA)) e tradicionais circuitos por sair (Austrália, Suzuka e se bobear Interlagos).
No futebol esse fato também é notavel, principalmente quando se fala de jogadores. Antes na seleção, quando tinhamos jogadores que atuavam fora do país, eles eram de clubes da Itália, da Espanha, da Inglaterra e na pior das hipóteses, da Holanda (PSV). Hoje você jogadores que jogam na Rússia, na Ucrânia e por aí vai. E quando o jogador saía dos times brasileiros. Se fosse da Seleção era para um Barcelona, Real Madrid, Milan, Bayern e etc. E se fosse mais ou menos era para times médios da Itália, Espanha, Alemanha, Portugal ou França. Hoje eles saem e vão jogar na China, na Arábia, na Chechênia e nos fim do mundo da vida. Ou seja, vão para aqueles que oferecem muita grana e na maioria das vezes, ainda voltam antes porque não se adaptaram ou estão esquecidos.
Citei só esses dois exemplos, mas se vc ver, todos os esportes agora vão pelo dinheiro. Até a NBA, que quando tinha estrangeiros, era porque eles eram muito, mas muito bons mesmo. Hoje é o seguinte: se eles querem divulgar a marca deles em Tonga (por exemplo), eles contratam um jogador de Tonga, nem que seja para ser o último reserva do pior time da liga e fazem o nome dele por lá como um dos melhores jogadores do mundo, pois está na NBA.
Eu acho que o único ramo do esporte que ainda não foi dominado completamente por esse mal são os Jogos Olímpicos. Podemos até argumentar que em 1996 com Atlanta e em 2002 com Salt Lake City a escolha foi por $$$. Mas são casos isolados. Veja agora para 2016. Madrid era superfavorita, colocou muita grana na campanha e no fim deu Rio de Janeiro. É claro que o financeiro pesa um pouco, mas os comissários do COI ainda levam em conta questões técnicas e esportivas, diferente da FIFA, que por exemplo escolhe um dos países mais frios do mundo para receber uma copa e na seqüencia um dos mais quentes e que vão gastar uma grana para construir estádios ao invés de países que ja tem a estrutura toda pronta e que poderiam sediar a copa amanhã, como a Inglaterra, os EUA e a Espanha.
E o mesmo eu digo para o Brasil. Claro que eu quero ver meu país sediar uma Copa, desde que em locais que tenham condição para isso. Não concordo em construir estádio de 70.000 em uma cidade que recebe por ano um público total nos jogos de 30.000 e ver outras cidades com Goiânia e Florianópolis, onde há dois ou três times de massa que não vão receber investimentos.
Infelizmente é assim, hoje quem manda no esporte é quem tem dinheiro (e muito dinheiro). E é por isso que cada vez mais sinto saudade dos tempos de Ayrton Senna, da Copa de 1982, das Olímpiadas de Seul e Barcelona e da NBA de Michael Jordan, Magic Johnson e Charles Barkley, além claro de ver na seleção Evair, Müller e Viola ao invés de Hulk, Jádson, Afonso Alves e outros.
A partir desse fato, é que levanto a questão: Quem realmente manda no esporte? Sabemos que as coisas mudaram e hoje ninguém mais usa aquele lema de "o importante é competir". O lema atual é "o importante é ser o melhor, o maior, o mais poderoso" e coisas do tipo. Há muito tempo, por exemplo, a Fórmula 1 deixou de ser aquela categoria que contagiava a todos pela competitividade de seus carros e pilotos, além de possuir circuitos em que cada curva era um desafio para os pilotos. Hoje, quem tem dinheiro leva a melhor. São poucos os pilotos que estão lá por méritos. A maioria tem um patrocínio que comprou para ele uma vaga. Os circuitos cada vez mais estão em lugares mais distantes e sem tradição no automobilismo. As pistas cada vez mais apresentam menos dificuldades para carros e pilotos. Shakhir, Shanghai, Sepang, Cingapura, Abu Dhabi, Coréia do Sul e outros, por mais modernos que sejam, proporcionam corridas chatas e tiraram da categoria autódromos e países tradicionais como Jerez, Estoril, França, Ímola, México e os maravilhosos circuitos de rua dos EUA ( Detroit, Phoenix e Long Beach). E não para por aí não, novos oásis estão por vir (Rússia, Índia e o circuito de Austin (EUA)) e tradicionais circuitos por sair (Austrália, Suzuka e se bobear Interlagos).
No futebol esse fato também é notavel, principalmente quando se fala de jogadores. Antes na seleção, quando tinhamos jogadores que atuavam fora do país, eles eram de clubes da Itália, da Espanha, da Inglaterra e na pior das hipóteses, da Holanda (PSV). Hoje você jogadores que jogam na Rússia, na Ucrânia e por aí vai. E quando o jogador saía dos times brasileiros. Se fosse da Seleção era para um Barcelona, Real Madrid, Milan, Bayern e etc. E se fosse mais ou menos era para times médios da Itália, Espanha, Alemanha, Portugal ou França. Hoje eles saem e vão jogar na China, na Arábia, na Chechênia e nos fim do mundo da vida. Ou seja, vão para aqueles que oferecem muita grana e na maioria das vezes, ainda voltam antes porque não se adaptaram ou estão esquecidos.
Citei só esses dois exemplos, mas se vc ver, todos os esportes agora vão pelo dinheiro. Até a NBA, que quando tinha estrangeiros, era porque eles eram muito, mas muito bons mesmo. Hoje é o seguinte: se eles querem divulgar a marca deles em Tonga (por exemplo), eles contratam um jogador de Tonga, nem que seja para ser o último reserva do pior time da liga e fazem o nome dele por lá como um dos melhores jogadores do mundo, pois está na NBA.
Eu acho que o único ramo do esporte que ainda não foi dominado completamente por esse mal são os Jogos Olímpicos. Podemos até argumentar que em 1996 com Atlanta e em 2002 com Salt Lake City a escolha foi por $$$. Mas são casos isolados. Veja agora para 2016. Madrid era superfavorita, colocou muita grana na campanha e no fim deu Rio de Janeiro. É claro que o financeiro pesa um pouco, mas os comissários do COI ainda levam em conta questões técnicas e esportivas, diferente da FIFA, que por exemplo escolhe um dos países mais frios do mundo para receber uma copa e na seqüencia um dos mais quentes e que vão gastar uma grana para construir estádios ao invés de países que ja tem a estrutura toda pronta e que poderiam sediar a copa amanhã, como a Inglaterra, os EUA e a Espanha.
E o mesmo eu digo para o Brasil. Claro que eu quero ver meu país sediar uma Copa, desde que em locais que tenham condição para isso. Não concordo em construir estádio de 70.000 em uma cidade que recebe por ano um público total nos jogos de 30.000 e ver outras cidades com Goiânia e Florianópolis, onde há dois ou três times de massa que não vão receber investimentos.
Infelizmente é assim, hoje quem manda no esporte é quem tem dinheiro (e muito dinheiro). E é por isso que cada vez mais sinto saudade dos tempos de Ayrton Senna, da Copa de 1982, das Olímpiadas de Seul e Barcelona e da NBA de Michael Jordan, Magic Johnson e Charles Barkley, além claro de ver na seleção Evair, Müller e Viola ao invés de Hulk, Jádson, Afonso Alves e outros.
Viva ao Espírito Olímpico


Carnaval, uma grande festa popular que muita gente adora, pois fica de folga em casa.
E numa dessas folgas em casa, eu descobri algo muito interessante para se fazer nesse carnaval 2010.
Na noite de sexta, dia 12, estava zappeando os canais e me deparo com uma festa na Record. Era a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver.
Então me lembrei do jogos. Não tinha certeza do dia exato que teria início (até porque se a divulgação dos esportes da olímpiada de verão é horrível no Brasil, imagina a de inverno), mas sabia que Vancouver 2010 está chegando.
E enfim chegou!!! Uma festa linda. A menina que cantou o hino do Canadá foi espetacular (espero que quem cante o hino brasileiro no Rio não passe vexame). O desfile das delegações foi muito legal. é incrível ver como o Espírito Olímpico consegue levar atletas da Jamaica, Etiópia, Gana, o próprio Brasil e outros países sem neve e sem condições a participar dessa festa.
E assim começei a acompanhar na TV pela Record e Record News e na internet pelo Terra. Vi a reportagem de como o atleta etíope treina no calor escaldante de Adis-Adeba para participar das olímpiadas.
E os esportes são mágicos. Adorei a partida de Curling (que lembra a bocha), o snowboard cross, o Luge, a Patinação de velocidade em pista curta... esportes que poucos conhecem, mas são tão mágicos como o atletismo, a natação, o ciclismo, o tenis de mesa ...
Triste apenas o acidente com o atleta da Georgia. O laudo da investigação do comite organizador foi uma lástima, isentando a organização de culpa e transferindo a responsabilidade toda para o atleta. Por mais que ele tenha errado na tomada da curva (e parece que isso ocorreu), jamais o corpo do atleta deveria ser lançado para fora da pista. Se isso ocorre, o erro é de quem fez a pista, assim como num acidente de F1, se corpo do piloto ser lançado para fora do carro, o erro é de quem fez o carro.
Enfim, os jogos estão demais. Os brasileiros estão fazendo o que podem dentro das condições que possuem e até o dia 28 teremos muitas emoções olímpicas. E já espero anciosamente por Guadalajara 2011, Londres 2012, Sochi 2014, Toronto 2015 e Rio 2016.





E o Rio venceu!!!

Para todos nós, mais difícil do que a vitória em si, foi o tempo de espera e tortura pelo anuncio da sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A vitória do Rio não foi surpresa, mas sim a eliminação de Chicago na primeira rodada. Barack Obama foi a Copenhagen, não para mostrar seu apoio a campanha da cidade, mas sim como lance de desespero dos dirigentes da candidatura.
Analisando o que as cidades apresentaram, eu votaria entre Rio e Madri, que mostraram os mehores projetos no âmbito esportivo e social para as cidades. Porém o Rio teve algo a mais, teve emoção, coração e amor por essa causa tão nobre que são os Jogos Olímpicos.
Ouvi muita gente falar mal, que estava torcendo contra, que vai começar a roubalheira e tal. Primeiro, se os políticos quiserem roubar o povo, não precisam das olimpíadas nem da Copa do Mundo. Eles roubam é na conta dos assessores, nas viagens, nas despesas de gabinetes...
A minha expectativa é quanto ao legado esportivo que a cidade e o país ( e principalmente os atletas) receberão com os jogos. Ficarei triste se muitas obras ficarem sem uso como ocorreram com algumas sedes do Pan 2007. Espero que as sedes se transformem em grandes centros de formação de atletas de alto nível no Brasil. E quem sabe assim, o Brasil alavancar o esporte e superar ou igualar as medalhas conquistadas por países como Cuba, Grã-Bretanha e Alemanha, já que EUA, Russia, China e Austrália ainda são as superpotências do esporte olímpico.
Que vença o melhor!



Nessa sexta será anunciada em Copenhagen, na Dinamarca a sede dos jogos Olímpicos de 2016.
Tóquio ( que recebeu os jogos em 1964), Madri, Chicago e Rio de Janeiro estão na disputa.
Porém segundo notícias que saem na mídia, parece que a disputa é só entre Chicago e Rio de Janeiro, ou melhor, entre Obama e Lula.
Nessa disputa, podemos dizer que o Brasil está em vantagem pois Lula já vem fazendo campanha pelo Rio faz meses, enquanto Obama foi convocado de última hora. Mas na questão econômica podemos dizer que o Rio leva vantagem pois os EUA ainda atravessam uma crise e seu povo é mais "letrado" socialmente a ponto de questionar certos investimentos, tanto que Chicago tem, entre todas as candidatas, o menor apoio popular local. Enquanto o Brasil, atravessou bem a "marolinha" e irá investir milhões na Copa de 2014 e por que não também nas Olímpiadas de 2016. E quanto a apoio popular, isso não falta ao Brasil, pois olímpiadas para nós seria um luxo.
Mas a disputa não está só entre Rio e Chicago. Todos esquecem de Madrid e Tóquio. Os espanhóis apostam no glamour que a Europa tem, e na tradição de outros eventos que a cidade sedia durante o ano, mas falta o " grande padrinho". Os japoneses são disciplinados e do organização impecável, mas a crise também passou por lá. Porém o que conta nessa eleição é o jogo político. Foi assim que a Alemanha tirou da África do Sul a copa de 2006 e o Brasil levou a 2014 sem concorrência.
Eu particularmente gostaria que os jogos fosse no Rio e que o dinheiro investido fosse em instalações esportivas permanentes ( e não desmontáveis, como ocorreu no Pan ) para ajudar o esporte brasileiro a crescer e se desenvolver. Mas essa parte é sonho. Agora Rio sede dos Jogos de 2016, é quase realidade. Sexta saberemos.
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